Este trabalho versa sobre pesquisas e processos criativos fluidos em artes visuais.
Ele foi construído a partir da elaboração de uma metodologia própria, denominada “Travessias do Sensível”. Tais “Travessias” se constituem em caminhadas espontâneas e programadas pelo Cerrado ao longo de quatro anos – 2021-2025. Elas foram registradas em cadernos de campo e caderno de artista, em documentação/coleta afetiva do Cerrado e em imagens fotográficas.
As “Travessias do Sensível” foram articuladas com os conceitos de paisagem, antropoceno, grafias, gestualidade e abstração. Diante de uma grande coleção de imagens, abordadas como “foto-grafias”, o trabalho prosseguiu por meio de intervenções digitais.
As imagens foram pensadas de maneira abstrata e gestual, sobre as quais foram realizadas intervenções com o uso de caneta digital e aplicação de edição de imagens usados por médicos especialistas em cirurgia plástica. As imagens, são, então, uma metáfora para falar do Cerrado enquanto um ambiente dotado de intervenções humanas.
Implodir ante as ruínas. 2025. Foto-grafias a partir de imagens digitais, desenho digital e aplicativo de edição de imagem. Políptico.